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domingo, março 30, 2014

Insegurança ronda as escolas


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Instituições de ensino de diversos segmentos em Campos têm sido alvo de assaltos ou outros atos de violência. Alunos, professores, diretores e funcionários de escolas afirmam que suspeitos agem nas entradas ou saídas dos locais, principalmente no período da noite, quando não há patrulhamento da Polícia Militar. Por conta dessa situação, alunos, professores e servidores do campus Campos-Guarus do Instituto Federal Fluminense (IFF) chegaram a fazer, no início deste mês, uma manifestação às margens da rodovia BR 101, para protestar contra a falta de segurança nas imediações, onde estudantes têm sido seguidamente assaltados, apesar dos reiterados pedidos da direção da unidade de ensino ao 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Campos, solicitando mais policiamento na área.
— Somente no final de fevereiro, duas alunas foram vítimas de assalto à mão armada, assim que deixaram as dependências da escola. Os assaltos ocorreram entre os dias 21 e 25 de fevereiro, nos quais não havia a presença dos policiais militares. Não podemos ser reféns dessa violência, os alunos estão em iminência de trancarem seus cursos com medo de serem as próximas vítimas — disse a diretora geral do campus, Christiane Rodrigues, após apresentar as dezenas de documentos enviados para o 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), afirmando que a sua maior preocupação é com a vida dos alunos.
Em contato com a equipe de reportagem da Folha da Manhã, o comandante do 8º BPM, tenente-coronel Antônio Carlos Sabino, declarou que a área do IFF-Guarus vem sendo patrulhada todos os dias, durante 24 horas, através do policiamento móvel e visual. Segundo ele, viaturas próprias para este serviço realizam o trabalho, mas que não existe a possibilidade das mesmas estarem fixas em todas as escolas. “Sabemos que não é comum estes assaltos acontecerem nas escolas. Posso garantir que o patrulhamento está sendo realizado, porém, a Polícia Militar não tem como estar em todos os lugares. Claro que os criminosos preferem agir quando a viatura do órgão não está por perto. Assim como IFF-Guarus, outras instituições necessitam do nosso apoio. Se deixarmos uma viatura fixa num ponto, com certeza teremos problemas em outro local que vai deixar de ser patrulhado”, declarou o comandante.
Ronda Escolar faz trabalho preventivo
Em Campos, o projeto Ronda Escolar atende atualmente 128 escolas municipais e estaduais, nas áreas central, Baixada Campista, Guarus e região norte do município, com um efetivo de 15 homens, sendo cinco mulheres, divididos em cinco viaturas da Guarda Municipal. O Ronda Escolar visita as escolas e realiza um trabalho preventivo de interação e conscientização, como palestras, atividades teatrais e distribuição de folders, além de ter a função de esclarecer dúvidas sobre trânsito, cidadania, sexualidade, violência e bullying.
O projeto é ligado à secretaria de Paz e Defesa Social, que reiniciou dia 10 de fevereiro seu trabalho preventivo junto às unidades de ensino das redes municipal e estadual em Campos. Também fez, durante a última semana, o levantamento do quantitativo de escolas que passarão a integrar a relação das já visitadas, incluindo as novas unidades modelo.A medida visa atualizar tanto informações quanto novos estabelecimentos da rede pública do município recém-inaugurados pela prefeita Rosinha Garotinho, no que tange às suas necessidades.      
Segundo o coordenador do Grupamento Ronda Escolar, Eneci Paulo, dentre as novas escolas que passarão a receber os procedimentos que são mantidos pelo GRE, estão asmunicipais Professor Walter Siqueira (Pq. Julião Nogueira), Gonçalo Francisco (Carvão) e José Terra (Fazendinha). Das ações preventivas, constam palestras com alunos, corpo docente, pessoal de apoio das escolas e, ainda, a comunidade, em geral, especialmente os pais de alunos. “Estamos nesta primeira etapa, realizando justamente este contato com os pais, transmitindo o nosso trabalho e fazendo a aproximação grupamento/escola/comunidade, desenvolvendo um elo afetivo entre as três esferas”, disse Eneci.
Sepe afirma que presença de inspetores é importante
Segundo o diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Campos, Carlos Santafé, o órgão está  fazendo levantamento nas escolas municipais por entender que a presença deles é muito importante nas uniades.
Em novembro de 2013, uma menina de 15 anos foi agredida por uma colega de 17 anos, dentro do Colégio Estadual José do Patrocínio. De acordo com a Polícia Militar, tudo aconteceu depois que a menina de 15 anos curtiu uma postagem da jovem de 17 anos em uma rede social.
A adolescente de 17 anos teria agredido a outra com uma lâmina de barbeador. Ela sofreu cortes na cabeça, no rosto e no tórax e foi levada para o Hospital Ferreira Machado (HFM). A jovem de 17 anos foi encaminhada para a 134ª Delegacia de Polícia (DP), no centro da cidade, onde prestou depoimento. Policiais informaram que a menina assumiu que levou o barbeador para a instituição de ensino com o intuito de agredir a menor de 15 anos.


fonte - http://www.fmanha.com.br/geral/1396196577

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